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UNIFEI REALIZA PROJETO 'LONGE DE CASA' COM UNIVERSITÁRIOS DE ITAJUBÁ E ITABIRA

Primeiro encontro do Projeto Longe de Casa que aconteceu no campus da Unifei de Itabira

Você já precisou fazer uma mudança drástica em sua vida e no meio do caminho se sentiu perdido, desanimado ou até mesmo sozinho?
 
Mudar de cidade e passar a viver sem a companhia dos pais, por exemplo, exige certas adaptações e mudanças de hábitos na vida de um indivíduo, assim como ingressar em uma universidade.

Com certeza, o sentimento de independência e autonomia aflora em algum instante, mas imaginem enfrentar essas duas grandes transições em um mesmo momento?
 
Pois é, com o passar do tempo a nova rotina pode ficar pesada, trazendo consigo problemas de adaptação, e então a saudade de casa e dos amigos chega a falar mais alto.
 
Foi pensando em tudo isso e visando proporcionar certo bem-estar aos seus alunos que a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) promove o Projeto Longe de Casa.

A iniciativa foi idealizada em 2005 na Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) como extensão no curso de Psicologia.
 
Atualmente, o mesmo projeto acontece em outras universidades e é regular nos campi da Unifei em Itajubá e Itabira, adequando-se ao contexto e à necessidade de cada região, porém com um único e mesmo objetivo: auxiliar e fornecer apoio aos novos ingressantes da vida acadêmica que, afastados de sua cidade, encontram dificuldades em adaptar-se.

Em Itajubá, o projeto, que teve início em 04 de abril deste ano, contou com 19 alunos inscritos, sob a coordenação da psicóloga Thamiris Daniel dos Santos e da administradora Eliane Fowler, que reconheceram como maior característica apresentada pela maioria dos participantes a dificuldade em cultivar amizades e iniciar um novo ciclo de relacionamentos.
 
As atividades envolvem rodas de conversa, discussões sobre os problemas vivenciados e dinâmicas em conjunto.

No campus sede da Unifei aconteceriam inicialmente cinco encontros, sendo um a cada semana, porém o projeto alcançou prestígio entre os acadêmicos e passou a constituir o calendário letivo. As reuniões agora são realizadas todas as terças-feiras, às 10 horas, no Centro de Educação (Ceduc) da Unifei, para dar prosseguimento nas atividades e ampliar as temáticas.

No campus da Unifei de Itabira, a psicóloga Ednéia Aparecida Batista, recebeu, no dia 10 de abril, 24 inscritos para o início do projeto.
 
A proposta coordenada por ela funciona em forma de uma roda de conversa e fornece aos alunos a oportunidade de se conhecerem e de compartilharem experiências vividas desde o primeiro momento da nova fase até o presente.

Além disso, são inseridas algumas dinâmicas de reflexão sobre o assunto, visando ajudar o aluno a estabelecer uma harmonia com os novos costumes e atingir estabilidade emocional, libertando-se do sentimento de exclusão e recebendo assistência no relacionamento com a nova sociedade de que passou a fazer parte.

A estudante Maria Luiza, do curso de Engenharia Ambiental no campus de Itabira, revelou por que resolveu participar do projeto.
 
‘‘Entrei na Unifei em 2016, porém, somente neste ano me inscrevi para participar do grupo Longe de Casa; afinal, até hoje, sinto um pouco de dificuldade na minha nova rotina. Sempre gostei de compartilhar minhas experiências com outras pessoas e, por meio disso, ajudar quem precisa ou está passando por momentos de instabilidade emocional. Descobrir que não sou a única que enfrenta tais dificuldades me fez sentir menos excluída e ‘estranha’ no ambiente universitário”, contou ela.

Fernanda, aluna do curso de Engenharia de Produção do mesmo campus, vive situação parecida e ressalta como o projeto foi importante para ela se sentir mais tranquila diante da dificuldade de morar e estudar fora. “Este projeto foi o lugar onde pude me encontrar, pois ao interagir com os colegas, percebi que não era somente eu que estava perdida; ao compartilhar das experiências dos demais, estou crescendo bastante e me acalmando”, revelou.

Para Bruno dos Santos Fernandes, aluno do campus sede da Unifei e também participante do projeto, um dos maiores problemas para os ingressantes é a fase de adaptação, junto à saudade da família, da antiga casa, da vida antes da universidade e dos amigos.
 
“O projeto foi muito bom para me apoiar nessa fase inicial da faculdade, pois vários sentimentos e dúvidas afloram. Então, um suporte é muito importante. Obtive resultados positivos com este projeto, pois a troca de experiências serviu como alento nessa fase difícil”, destacou ele.

Ele também comentou sobre a continuidade da iniciativa, agora com o grupo “Sentidos”, projeto similar ao Longe de Casa. “Ele ajudará várias pessoas em outras situações além das dificuldades de se adaptar longe de casa. Esperamos que mais pessoas frequentem as rodas de conversa”, disse.

Os alunos dos dois campi da Unifei encontraram um meio de buscar solução e ajuda para os problemas enfrentados em um dia a dia cheio de imprevistos e saudades.
 
Com apoio psicológico e pedagógico, os alunos conseguem minimizar as angústias e criar novos laços e vínculos acolhedores dentro de uma rotina que exige resistência e organização para enfrentar a vida universitária, além de paciência para suportar a falta da família.
 
da assessoria

 Enfim, o alento buscado no projeto tem transformado um pensamento desiludido em um pensamento de autoconfiança e determinação almejando colher os frutos de toda perseverança.

Comentários

Anônimo disse…
Podiam fazer um projeto semelhante em Lavras, para os alunos da UFLA também... segundo um censo que fizeram acho q em 2011, cerca de 70% dos estudantes da UFLA vem de fora... muitas vezes, bem jovens... e aí vem as dificuldades de morar fora, com pessoas em moradias coletivas que, até pouco tempo atrás, não se conheciam... lidar com outra cidade, outro modo de vida, outra cultura, nem sempre é fácil... e em meio a essas inquietações todas, ainda tem a pressão de ter de estudar e tirar boas notas!

Fica a dica para o pessoal da PRAEC, que atua na área de saúde mental e de psicologia!

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