Iniciativa prevê capacitação, geração de renda e fortalecimento da gestão de cooperativas de catadores em Ijaci, Lavras e Nepomuceno
Cooperativa Camare, de Ijaci
Com o objetivo de fortalecer a atuação das cooperativas de catadores de materiais recicláveis dos municípios mineiros de Ijaci, Lavras e Nepomuceno, a InterCement Brasil, por meio do Instituto InterCement, promoverá, de julho a dezembro, uma série de ações voltadas ao desenvolvimento, à capacitação e à geração de oportunidades para cooperativas da região. A iniciativa integra a segunda fase do projeto Minas Recicla Energia, parceria entre a InterCement Brasil, o Governo de Minas Gerais e os municípios envolvidos para ampliar a coleta de resíduos urbanos e contribuir para a inclusão socioeconômica contínua desses trabalhadores.
Anderson Diniz, subsecretário de Meio Ambiente do Governo de Minas, visita a cooperativa Camare (Ijaci) no lançamento do Minas Recicla Energia
O projeto prevê ações voltadas à melhoria das condições de trabalho, ao fortalecimento da gestão das cooperativas e à identificação de novas oportunidades de comercialização e geração de renda a partir dos rejeitos da reciclagem coletados, ou seja, materiais que normalmente seriam destinados aos aterros sanitários. A expectativa é beneficiar diretamente cerca de 60 catadores e catadoras, contribuindo para a profissionalização das cooperativas e para o aumento de sua sustentabilidade econômica.
Felipe Soares, do Instituto InterCement, afirma ainda que a iniciativa pretende consolidar o modelo de gestão dessas cooperativas e ampliar sua capacidade de geração de receita. “Nosso objetivo é criar condições para que os catadores sejam remunerados pelo serviço ambiental prestado à sociedade, não apenas pela venda dos materiais coletados”, afirma.
Edvânia Carvalho, representante da Reciclanep, de Nepomuceno, está animada para participar do projeto. “Acredito que o Minas Recicla vai dar muito certo aqui no Sul do estado e vai trazer mais segurança para nós, catadores”, disse ela.
Marli de Alves Rocha, da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Matozinhos, que participou da primeira fase do projeto, também endossa a iniciativa. “Além das melhorias para o meio ambiente, a gente ainda recebe pelos rejeitos que antes não recebíamos”, afirma.
Com o auxílio das três cooperativas, estima-se que sejam coletadas e coprocessadas cerca de 150 toneladas de resíduos por mês. Esse volume deixará de seguir para aterros sanitários e será transformado em combustível alternativo para os fornos da InterCement Brasil. No coprocessamento, combustíveis fósseis tradicionais, como carvão mineral e coque de petróleo, são substituídos por combustíveis derivados de resíduos sólidos urbanos (CDRU), biomassas e pneus inservíveis, utilizados na geração de energia térmica e na fabricação do cimento.


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