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PACOTE SERÁ DESAFIO PARA 2014

A secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, é um dos nomes contados pelo PSDB para concorrer ao governo em 2014
O pacote anunciado pelo governador Antonio Anastasia poderá se materializar em um desafio político para os tucanos e para a base aliada em 2014. Isso porque, com a redução de secretarias, o governo terá menos espaço para negociar com os aliados e, assim, mantê-los ao seu lado nas próximas eleições.

Apesar de ainda não haver definição de quais secretários deixarão seus postos – uma vez que a medida só terá validade a partir de janeiro – a exclusão de seis pastas diminui a possibilidade de concessão de cargos importantes para a base de apoio.

Anastasia minimizou a nova situação. “Temos uma base política muito expressiva, muito harmônica. E tenho certeza que essa base já vem sendo contemplada. Ela vem trabalhando de maneira muito integrada e vai continuar sendo do mesmo modo”, ressaltou o governador.

O PSDB ainda não definiu seu candidato ao pleito estadual. Até o momento, nem a sinalização de que o partido será cabeça de chapa existe. Diversas hipóteses compõem o leque de possibilidades dos tucanos, e nomes vindos de outros partidos – como o do prefeito da capital, Marcio Lacerda (PSB), – não foram descartados.

O vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP), que estava ao lado de Anastasia durante o anúncio, também é um dos cotados, assim como a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena.

Os secretários que atualmente chefiam as pastas a serem fundidas fazem parte de diversos partidos da base. Eles não necessariamente deixarão de vez o governo, mas muitos irão perder o posto de primeiro escalão.

Itens. A Secretaria de Trabalho e Emprego, hoje comanda por José Silva (PDT), por exemplo, será unida à Secretaria de Desenvolvimento Social, chefiada por Cássio Soares (PSD). A pasta passará a se chamar Secretaria de Estado de Trabalho e Promoção Social.

Já a Secretaria de Esportes, comandada por Eros Biondini (PTB), será fundida com a Secretaria de Turismo, gerenciada por Agostinho Patrus Filho (PV) e com a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo, de Tiago Lacerda.

A Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária, gerenciada por Wander Borges (PSB), se unirá à Secretaria de Agricultura, de Miro Alves (DEM). Outra que será fundida é a Secretaria Extraordinária de Gestão Metropolitana, de Alexandre Silveira (PSD).

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