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SAÚDE HERDA DÉFICIT DE R$1,5 BILHÃO



Secretário de Estado da Saúde, Fausto Pereira, faz balanço da área em entrevista à imprensa

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) herdou, do governo passado, um déficit de R$ 1,5 bilhão, além de problemas de gestão, obras inacabadas e falta de medicamentos. 

Foi o que assegurou, hoje, o secretário Fausto Pereira dos Santos durante entrevista na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. Fausto reuniu a imprensa para apresentar o balanço da área encontrado pelo atual governo.

“Constatamos que houve uma aplicação ineficiente dos recursos. Os investimentos realizados foram em formas de políticas específicas e não de maneira ampliada. O governo passado também não conseguiu entregar para o usuário o conjunto das políticas que foram prometidas, ou seja, a população não teve acesso ao Samu, encontrou vários problemas no acesso aos medicamentos e hospitais com obras atrasadas”, explicou o secretário.

Sobre o déficit de R$ 1,5 bilhão, Fausto Pereira dos Santos esclareceu que a metade do valor total é referente a convênios firmados com municípios e instituições filantrópicas para custeio e investimentos, para os quais o Estado se comprometeu a repassar recursos destinados à construção de unidades básicas, compra de equipamentos e aquisições de veículos, dentre outros. 

A outra metade refere-se a  despesas com fornecedores, atraso no pagamento a empresas como Prodemge e Copasa e repasses para hospitais da rede contratada.

“O Governo de Minas Gerais se comprometeu a dar continuidade ao pagamento destas despesas que foram assumidas em 2014. Não temos como quitar o valor total de uma vez, mas estamos colocando esses pagamentos como prioridade. Vamos dar sequência ao processo de pagamentos a fornecedores, transferência de recursos aos municípios e instituições prestadoras de serviços, na medida das possibilidades financeiras do Estado”, disse.

O secretário explicou que a meta é fazer com que o cidadão tenha acesso ao conjunto de serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, uma política de expansão rápida para o Serviço Móvel de Urgência foi implantada, tanto para a região Macrocentro quanto para as Macros Leste e Triângulo do Sul, entre outras. E, nas regiões onde essas estruturas já estão praticamente montadas, serão acelerados os processos de expansão.

Medicamentos 

O secretário reafirmou que, quando assumiu a pasta, 165 itens de medicamentos estavam em falta. “Um dos principais motivos é que a gestão passada apostou em um processo de centralização da assistência farmacêutica do estado. Ao fazer isso, o governo assumiu uma logística extremamente complexa de armazenagem e distribuição dos componentes. Esse processo resultou na falta de itens e na não entrega dos medicamentos aos usuários. Para solucionarmos essa questão, já providenciamos a aquisição de todos os medicamentos que estão em falta e a regularização do estoque”, explicou.

Hospitais Regionais
Fausto Pereira lembrou também que, dos 12 hospitais regionais planejados para Minas Gerais, apenas um foi concluído (Uberlândia). Oito estão em fase de obras com cronogramas atrasados e três ainda não saíram do papel. 

“Todas as construções serão retomadas. A prioridade é concluir o Hospital Regional de Uberaba, que já está com 90% das obras acabadas. Nossa previsão é que até o final de 2016 os que estão com obras em andamento estejam terminados”, explicou.

O secretário destacou a importância de parcerias com o governo federal. 

“Não vamos implementar em Minas políticas competitivas com o governo federal. Vamos desenvolver no Estado políticas complementares, em parceria com o Ministério da Saúde. Se o ministério tem um programa de construção de Unidades Básicas, não iremos criar um outro tipo de programa que faz esse mesmo financiamento. O que iremos fazer é trazer o programa do Governo Federal e complementar com recursos do Estado. Assim também irá acontecer com programas como a Rede Cegonha e a Rede de Urgência, entre outros”, finalizou. 

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