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BATERIA DANADA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ REALIZA PROJETO SOCIAL COM ALUNOS DA REDE PÚBLICA

Membros da Bateria Danada, que existe na Unifei há 20 anos

O projeto Danada de Lata realiza, desde 2013, atividades com alunos da rede pública de ensino
Vitor e Natália, membros da Bateria Danada, desenvolvem o projeto Danada de Lata com alunos da rede pública de educação

A Bateria Danada, que iniciou suas atividades há 20 anos, fazendo animação da torcida durante jogos em que participam atletas da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), desenvolve, desde 2013, o projeto Danada de Lata com alunos da rede pública de ensino.

Atualmente, a Bateria Danada possui três frentes de atuação, além da animação de jogos: a Bateria Show, com a venda de apresentações do grupo; a Bateria Desafio, quando seus membros vão competir com outras baterias de universidades em campeonatos, e a Bateria Social, que é o projeto Danada de Lata, realizado todo ano.

A atividade principal é ensinar aos participantes, com idades entre nove e 14 anos, um pouco de percussão, por meio da confecção de instrumentos musicais com materiais reciclados, como tambores de plástico e latas de tinta. 

“Transformamos isso tudo em instrumento musical e criamos ritmos com as crianças e adolescentes para poder desenvolver a coordenação motora e algumas habilidades sociais”, disse Natália Mota, aluna do quarto ano de Química Licenciatura na Unifei e assessora social da Bateria Danada.

Em 2016, participaram do projeto, em média, 25 alunos da Escola Estadual Casimiro Osório, de Itajubá, entre os quais havia crianças e adolescentes com necessidades especiais. 

O projeto é desenvolvido na mesma entidade de ensino desde 2013 e, segundo Natália, os próprios alunos se interessam em participar, perguntando, no início de cada ano letivo, se haverá atividades no segundo semestre. 

“A cada ano, entram novos alunos, e alguns que já participaram em um ano, ao encontrar algum membro da Bateria Danada, perguntam quando vai começar o projeto no ano seguinte e, às vezes, até apresentam ideias novas”, contou ela.

Os integrantes do projeto Danada de Lata já fizeram apresentações na Escola Estadual Professor Antônio Rodrigues de Oliveira (Polivalente) e na Praça Theodomiro Santiago, no centro de Itajubá. 

“As crianças sempre querem aprender a tocar uma música nova, algo de que elas gostam, como o ritmo do funk. Então a gente pega uma música que elas curtem, e com o material reciclado, monta um ritmo que se assemelha ao que elas gostam”, explicou Vitor Nishino, aluno do terceiro ano de Engenharia da Computação da Unifei e diretor social da Bateria Danada.

Segundo os responsáveis pelo Danada de Lata, as crianças e adolescentes ficam duas horas no projeto, que acontece uma vez por semana. No ano passado, os ensaios duraram quatro meses e aconteceram no Bar Cultural, que fica próximo à escola atendida. 

“As crianças, chegam, ensaiam e, depois, é dado um lanche a elas. No início do mês de dezembro, são feitas as apresentações, concluindo o projeto em cada ano”, detalhou Vitor.

Natália e Vitor disseram que, no primeiro semestre de cada ano, é feito todo o planejamento, a confecção dos instrumentos e os contatos com a escola onde as atividades serão realizadas. Segundo eles, o projeto Danada de Lata foi inscrito na Pró-reitora de Extensão (Proex) da Unifei, visando obter recursos para o desenvolvimento do trabalho. “Agora, a gente conseguiu classificação no edital da Proex. Então, vamos ter que divulgar o projeto, porque, depois, haverá um relatório a preencher”, disseram eles.

Os tipos de instrumentos que os membros da Bateria Danada ensinam as crianças e adolescentes a fabricar são o surdo, instrumento de marcação feito de tambor de plástico azul, comumente utilizado como lixeira, e a caixa, feita de lata de tinta de 10 litros. 

Para tocar os instrumentos, são utilizadas baquetas da própria Bateria Danada. “Com mais recursos, agora, a gente vai conseguir comprar mais materiais, para a confecção de outros instrumentos como chocalho e agogô”, disse Natália.

Quando são feitas as apresentações de fim de ano, os membros da Bateria Danada sempre levam seus instrumentos originais para mostrar às crianças e adolescentes que os instrumentos de material reciclado que elas estão tocando são imitações dos convencionais. 

“Por exemplo, nós levamos, no ano passado, o surdo e o agogô originais, e as crianças quiseram tocá-los. O interesse delas não fica apenas no instrumento que a gente ensina; elas se interessam pelos nossos também”, revelou Vitor.

Em 2015, a Bateria Danada fez uma pequena apresentação e, logo depois, as crianças se apresentaram. 

“Mas, antes, quiseram tocar os instrumentos originais, e nós deixamos; então, elas imitaram o som que tinham ensaiado nos instrumentos reciclados e ficou bom”, contou Natália.

Segundo os representantes da Bateria Danada, muitos estudantes que hoje tocam não se interessavam por música antes de ingressarem no grupo. 

“Normalmente, as crianças do projeto Danada de Lata não têm contato com música em casa nem na escola. E, às vezes, ficam até receosas quando os membros do projeto querem lhes ensinar música. Com metodologia mais simples, tentamos passar para as crianças, em quatro meses, como a gente aprendeu na Bateria Danada”, detalhou Vitor.

Oficina no Triângulo Mineiro Alguns integrantes do projeto Danada de Lata ministraram uma oficina gratuita de produção de instrumentos musicais, no prédio da Reitoria da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba. 

Durante o evento, eles concederam entrevista à repórter Érica Machado da TV Integração, de Uberlândia, afiliada à Rede Globo de Televisão.

Na reportagem, Fernanda Sabino, produtora cultural da UFTM, disse que o evento desenvolvido foi aberto para a comunidade, como parte de um projeto maior daquela universidade, o Corredor Cultural, organizado pelo Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileira (Forproex) – Regional Sudeste, que envolve 18 instituições públicas. 

“O objetivo deste projeto é, justamente, promover o intercâmbio de atividades culturais entre essas universidades. Temos a possibilidade de trazer grupos de fora para cá e também de exportar atividades culturais para universidades da Região Sudeste”, explicou Fernanda.

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