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DOCOL ANUNCIA PLANO DE EXPANSÃO DE R$500 MILHÕES EM LOUÇAS E CONSTRUÇÃO DE NOVA FÁBRICA EM MINAS

No seu aniversário de 65 anos, a empresa catarinense, cujas vendas cresceram 20% na pandemia, prevê novas aquisições, abertura de showroom de luxo em São Paulo e ampliação da capacidade produtiva para vendas nacionais e internacionais

O presidente da Docol, Guilherme Bertani 

A Docol – maior exportadora de metais sanitários da América Latina e uma das líderes brasileiras na fabricação de louças e metais sanitários – está atravessando o atual período de crise econômica brasileira na bonança, puxada pelo aquecimento dos setores de construção civil, arquitetura e decoração e pela retomada do mercado internacional, que refletiram num aumento de 20% nas vendas da marca. Aos 65 anos, completados em agosto, a companhia prevê alcançar, pela primeira vez, um faturamento acima dos R$ 800 milhões em 2021. A combinação de um perfil diligente nas contas, com foco em design, inovação e sustentabilidade, e atento às necessidades dos consumidores e oportunidades do mercado, criou a musculatura necessária para o próximo ciclo de investimentos. Até 2026, a empresa pretende investir R$ 500 milhões em sua expansão e, com isso, criar o caminho para chegar a um faturamento anual de R$ 2 bilhões até 2028.

Segundo o presidente da Docol, Guilherme Bertani, o total do investimento será por meio de capital próprio da empresa catarinense e inclui possíveis aquisições, a construção de uma fábrica de louças sanitárias em Minas Gerais, a ampliação da atual estrutura de produção de metais sanitários instalada em Joinville e a inauguração de um novo showroom no coração do design e da decoração da capital paulista. Recentemente, a empresa firmou acordo de aquisição da fábrica em Joinville da multinacional suíça Franke no Brasil, em junho deste ano, e fez a aquisição do controle da Mekal, em São Paulo, em 2019. “A Docol também pretende entrar em novas categorias de produtos, diversificando ainda mais o seu atual portfólio de mais de 2.400 itens, a maioria voltada para as classes A e B. Queremos ainda aumentar a nossa presença internacional, consolidando a liderança na exportação de metais sanitários, que hoje é direcionada a mais de 30 países”, conta o CEO, que está no cargo desde 2016 e na empresa, há 28 anos.

Em sua gestão, a companhia realizou parcerias com arquitetos e designers conceituados que deram origem a linhas de luxo assinadas por nomes como Irmãos Campana, Gui Mattos, Angelo Bucci, Marcelo Alvarenga e escritório Triptyque. A aquisição do controle da Mekal, em 2019, do segmento premium, deu início ao novo posicionamento da Docol como empresa compradora. “Nesses últimos dois anos e meio, fortalecemos a nossa atuação em metais sanitários e entramos em novos produtos complementares para os nossos públicos, como é o caso das pias de cozinha em aço inoxidável da Mekal. Também passamos a lançar louças sanitárias por meio de parcerias com empresas terceirizadas e, em poucos anos, teremos a nossa fábrica de louças em Minas Gerais”, contextualiza o executivo.

Nova fábrica
Quando a nova unidade fabril da Docol estiver em pleno funcionamento, entre 2023 e 2024, a companhia planeja figurar entre as três maiores fabricantes de louças sanitárias do país. “Nosso projeto greenfield prevê um investimento de R$ 300 milhões nos próximos anos, ao longo de quatro fases. Teremos capacidade de produzir mais de 300 mil produtos por mês. A fábrica deverá gerar cerca de 500 empregos diretos e 4.000 indiretos na região”, adianta Bertani.

“A região sudeste é a maior consumidora de materiais de construção do país. Decidimos implantar essa unidade em Poços de Caldas pelo ganho logístico, que se refletirá em melhores margens de negociação com nossos fornecedores, mas também por todo o reconhecimento que obtivemos do município no fomento à economia e geração de empregos diretos e indiretos na região”, informa o presidente da Docol.

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