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VALOR DA CESTA BÁSICA TEM QUEDA EM AGOSTO NA CIDADE DE TRÊS PONTAS


O Índice da Cesta Básica de Três Pontas (ICB – FATEPS/UNIS) apresentou queda de -3% no mês de agosto em comparação com o mês junho (em julho não houve a coleta de preços na cidade).

A maioria dos produtos apresentaram diminuição em seus preços, com destaque para tomate, feijão carioquinha, óleo de soja e batata. Por outro lado, a banana e a farinha de trigo foram os que apresentaram maiores altas. Ao considerar o espaço de 12 meses, de agosto de 2021 a agosto de 2022, a cesta básica em Três Pontas teve alta acumulada de 11,18%.

Esta pesquisa é realizada por meio da coleta dos preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, utilizando a metodologia adotada pelo DIEESE nas principais capitais brasileiras.

Nesta pesquisa realizada no final do mês de agosto, evidenciou-se que o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Três Pontas foi de R$597,35. Isso corresponde a 53,28% do salário mínimo líquido. Sendo assim, um trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 108 horas e 26 minutos por mês para adquirir essa cesta em Três Pontas.

Entre os meses de junho e agosto de 2022, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Três Pontas, 4 tiveram alta dos preços médios: Banana (24,19%), Farinha de trigo (4,75%), Manteiga (2,92%) e Pão francês (1,21%). Nove produtos tiveram queda em seus preços médios: Tomate (-18,27%), Feijão carioquinha (-17,68%), Óleo de soja (-17,13%), Batata (-12,38%), Leite integral (-8,85%), Açúcar refinado (-6,50%), Arroz (-3,51%), Café em pó (-3,36%) e Carne bovina (-0,32%).

A diminuição ocorrida em agosto levou a cesta básica em Três Pontas ao menor valor neste ano de 2022. Porém, é importante ressaltar que no espaço de 12 meses a alta é bastante considerável e acima da correção do salário mínimo ocorrida no início deste ano. Fatores como a safra de inverno da batata e do tomate, o clima mais ameno na maioria das regiões do país e o recuo na demanda externa explicam essa diminuição no índice geral.

Ainda é cedo para afirmar que a queda nos valores dos combustíveis está surtindo efeito nos preços dos produtos alimentícios, porém, a previsão do Banco Central de que o pico da inflação ocorreria em abril, até o presente momento, se confirmou. No entanto, a safra de inverno dos hortifrutigranjeiros está chegando ao final e isso pode trazer alta nos seus valores.

Soma-se a isso uma possível recuperação da demanda externa que pode ocorrer no curto prazo. Mais uma vez reforça-se a necessidade das famílias estarem atentas a possibilidades de substituição de produtos e marcas para tentar se proteger e minimizar o impacto da inflação acumulada.

A pesquisa completa pode ser conferida clicando aqui.

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