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PAULO É NOVAMENTE UM DOS CABEÇAS DO CONGRESSO NACIONAL



Paulo se diz honrado e destaca sua atuação na oposição

Três mineiros estão entre os parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, segundo pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Os deputados Gilmar Machado (PT), Virgílio Guimarães (PT) e Paulo Abi-Ackel (PSDB) – que já haviam sido citados na edição deste ano dos “100 cabeças do Congresso” – voltaram a ter seus nomes incluídos na eleição feita pelos próprios congressistas. Há 13 anos, o Diap coordena a votação. Participaram do colégio eleitoral este ano 75 dos 100 cabeças: 56 deputados e 19 senadores. O diretor de documentação do Diap, Antônio Augusto Queiroz, afirma que, além de revelar os mais influentes, a pesquisa serve para comprovar a qualidade dos critérios usados pela entidade na indicação dos 100, já que 94 nomes são coincidentes. Dos cinco mineiros citados entre os cabeças, não receberam votos os deputados Mário Heringer (PDT) e Rafael Guerra (PSDB).

Na votação dos mais influentes, os parlamentares podem escolher congressistas que não foram incluídos na lista dos cabeças. Foi o que aconteceu com cinco mineiros: o senador Eliseu Resende (DEM) e os deputados Marcos Montes (DEM), Carlos Melles (DEM), Nárcio Rodrigues (PSDB) e Júlio Delgado (PSB-MG). Este último chegou a aparecer na publicação dos cabeças, fora da lista dos 100 primeiros, na categoria de parlamentares em ascensão, junto com Jô Moraes (PCdoB) e Odair Cunha (PT), que destaca os que começam a ser vistos como líderes. Minas não conseguiu emplacar nomes entre a chamada elite do Congresso, como o Diap chama o ranking dos 10 mais influentes, encabeçado pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e que inclui sete parlamentares da base aliada, entre eles, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que aparece em quinto lugar. Nos 13 anos da eleição, Minas integrou a elite apenas por quatro anos (de 1999 a 2002), com o nome de Aécio Neves, que foi líder do PSDB na Câmara e presidente da Casa.

Destaques Em seu primeiro mandato na Câmara, o vice-líder do PSDB Paulo Abi-Ackel se diz honrado em ter sido votado por colegas que também fazem parte do grupo dos mais influentes. Além do trabalho em seis comissões e das articulações em plenário, ele acredita que os discursos contra o governo fazem a diferença. “Sou um oposicionista muito contundente, não tenho medo de pegar no pé do presidente Lula, apresentando dados, enquanto outros só gritam”, afirma. Na lista dos cabeças, Abi-Ackel foi citado como operador da área de Justiça, Segurança e Cidadania. Pelo quarto ano consecutivo na lista dos cabeças, o deputado federal Gilmar Machado (PT) considera que as experiências na comissão de Orçamento, da qual foi presidente, e como vice-líder do governo, o ajudaram a se destacar. “Estou aqui para trabalhar. Procuro me envolver na discussão dos grandes temas nacionais, sem perder o foco em Minas”, diz. O Diap o destaca como especialista em orçamento. Já o deputado federal Virgílio Guimarães (PT) é apontado como operador da área de Tributos e Finanças. “Não é brilhantismo meu. São poucos os deputados que conhecem as questões econômicas, que, para o governo, têm muito peso”, afirma.
Estado de Minas

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