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CAMPOS GERAIS SE DESTACA COMO O SEGUNDO MAIOR PRODUTOR DE CAFÉ EM MINAS

O objetivo agora é a confirmação, por números oficiais, o destaque do município também como uma campeão na produção de café

O município de Campos Gerais, no Sul de Minas, revelou-se o 2º do Estado em área cultivada em café. São 25.713 hectares plantados com a lavoura, ficando atrás apenas de Patrocínio, com 52 mil hectares. A façanha do município desponta num raio x da cafeicultura de Minas Gerais, que mapeou o parque cafeeiro de toda Minas Gerais. 

Essa pesquisa teve início em 2016 e foi concluída em 2018.  A iniciativa visa oferecer informações precisas sobre o setor, contribuindo com o desenvolvimento e a implantação de políticas públicas. Os resultados foram apresentados durante a Expocafé, no município de Três Pontas.

Para o diretor comercial da Cooperativa dos Cafeicultores de Campos Gerais (Coopercam), José Eduardo Vanzela, o levantamento demonstra a confiança e a credibilidade dos produtores na cultura do café, que se reporta aos tempos dos imigrantes italianos, que por ali se instalaram e iniciaram os primeiros cultivos.  

“Eles deram o ponta pé inicial no cultivo do grão e hoje chegamos ao segundo lugar em plantio. Cremos, no entanto, que estamos muito próximos dessa posição em relação à produção também. Talvez até estejamos nessa mesma posição, face os níveis tecnológicos que os produtores têm adotado na condução de suas lavouras, que vem resultando em alta produtividade; porém não podemos afirmar essa colocação em virtude da falta de dados oficiais sobre o assunto”, pondera.

Vanzela acredita que tão logo existam dados oficiais sobre a produtividade por município, Campos Gerais também se destacará. 

“Acreditamos que tão logo esses dados sejam divulgados poderemos comemorar essa posição de 2º lugar em produção. Até lá, vamos continuar nosso empenho, por manter nosso município em posição de destaque no segmento café dentro do cenário nacional”, completa.

O mapeamento do parque cafeeiro mineiro obteve informações precisas sobre o tamanho e a distribuição geográfica da produção de café no estado. P

rimeiro foi feito o levantamento da área plantada em 463 municípios produtores de café, com o uso de imagens de satélite. Em seguida houve a validação desses dados em campo, trabalho realizado pelos extensionistas da Emater-MG.

No total, Minas Gerais tem uma área cultivada de 1,2 milhão de hectares. A macrorregião Norte e Vales do Jequitinhonha e Mucuri possuem 77 municípios produtores e uma área plantada de 37,8 mil hectares. 

Já o Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Nordeste somam 51 municípios e uma área cafeeira de 211,9 mil hectares. 

Na Zona da Mata mineira, Vale do Rio Doce e região Central são 181 municípios e uma área cultivada de 322 mil hectares. As regiões Sul e Centro-Oeste juntas possuem a maior área. São 649,9 mil hectares plantados em 154 municípios.

Safra
Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil, produzindo mais de 50% da safra nacional. Além de fornecer informações precisas sobre a safra mineira de café, o mapeamento ainda será útil no levantamento de custos de produção.

“A partir da conclusão do mapeamento, algumas metodologias já propostas de estimativa de produtividade, e outras a serem desenvolvidas, deverão ser implementadas para obtenção das previsões de safras, através de critérios mais objetivos e precisos”, explica o assessor especial de Cafeicultura da Seapa, Niwton Moraes.

Caracterização das regiões
Outra ação do mapeamento do parque cafeeiro é a caracterização das regiões produtoras. Com a utilização da metodologia Caracterização das Unidades de Paisagem foi possível conhecer as potencialidades, limitações e aptidões de cada uma delas. 

O trabalho permitiu a integração e o estabelecimento das correlações entre as variáveis ambientais: geologia, relevo e solo.

Essa metodologia, por exemplo, foi utilizada para caracterizar a macrorregião Norte e Vales do Jequitinhonha e Mucuri. E a conclusão é de que nesta macrorregião há restrições para o cultivo de café arábica, devido às condições térmicas e hídricas. Porém, observou-se aptidão da macrorregião para o desenvolvimento da variedade Café Robusta.

“Será uma grande ferramenta para tomada de decisões do produtor e para a geração de políticas públicas na implantação de novas lavouras”, afirma o coordenador estadual de Planejamento e Gestão da Emater-MG, Edson Logato.

Geoportal
A partir do mapeamento do parque cafeeiro foi criado o Geoportal do Café, que reunirá dados socioeconômicos para subsidiar políticas públicas e investimentos privados de toda a cadeia produtiva do setor. 

A implantação da plataforma tecnológica tem a participação da Fundação João Pinheiro (FJP), Seapa, Codemge, Emater-MG e Epamig.

Com o Geoportal do Café, o produtor conseguirá localizar sua propriedade, o que será fundamental para melhorar o planejamento e a gestão da atividade. Também para os gestores municipais e estaduais, os dados levantados e disponibilizados facilitarão o direcionamento de ações para todas as regiões. 

O Geoportal pode ser acessado pelo endereço eletrônico: geoportaldocafe.emater.mg.gov.br/ferramenta.

O mapeamento do parque cafeeiro, foi realizado pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Codemge, Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e Fundação João Pinheiro (FJP). Conta ainda com a parceria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Embrapa.

com Eliana Sonja - da assessoria

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