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ÍNDICE DA CESTA BÁSICA APRESENTA QUEDA EM POUSO ALEGRE NO MÊS DE JUNHO


O Índice da Cesta Básica de Pouso Alegre (ICB – FPA/UNIS) apresentou queda de -2,76% em junho comparado com o mês de maio. O forte declínio nos preços dos produtos hortifrutigranjeiros (tomate, batata e banana) compensou as elevações de outros produtos e foi decisivo para esse resultado. No entanto, cabe salientar que, desde o início da pesquisa em março deste ano, a cesta básica em Pouso Alegre teve alta acumulada de 1,61%.

A pesquisa é realizada através da coleta de preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, seguindo metodologia do DIEESE a nível nacional.

Na sondagem realizada neste mês verificou-se que o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Pouso Alegre é de R$513,39, correspondendo a 50,46% do salário mínimo líquido. Assim sendo, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 102 horas e 41 minutos por mês para adquirir essa cesta.

Entre os meses de maio e junho, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Pouso Alegre, nove apresentaram alta dos preços médios: leite integral, açúcar refinado, café em pó, manteiga, farinha de trigo, arroz, óleo de soja, carne bovina e feijão carioquinha. Quatro produtos tiveram queda em seus preços médios: tomate, batata, banana e pão francês.

Nesta pesquisa foi possível verificar como a chegada da nova safra dos hortifrutigranjeiros contribuiu para a queda no índice de inflação da cesta básica em Pouso Alegre neste mês de junho. No entanto, temos que destacar dois fatores importantes: a safra de inverno dos hortifrutigranjeiros é mais curta, restrita e volátil o que pode provocar grandes volatilidades nos preços destes produtos no curto prazo; e alguns produtos continuam com preços bastante elevados como no caso da carne bovina e do óleo de soja e outros tiveram altas importantes como leite integral, açúcar refinado e café em pó.

Tais fatos reforçam a percepção de que a cesta básica continuará impactando fortemente no orçamento doméstico no médio prazo. Nos relatórios que estamos publicando neste mês indicamos a necessidade de ações e políticas governamentais para tentar minimizar esses impactos, como por exemplo: queda na taxa de câmbio, incentivo à produção regional e venda para o mercado interno, bem como a retomada da política de estoques reguladores para alguns produtos.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

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