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ÍNDICE DA CESTA BÁSICA EM VARGINHA APRESENTA QUEDA EM DEZEMBRO


Pelo segundo mês consecutivo, o Índice da Cesta Básica de Varginha (ICB-UNIS), calculado pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis, apresentou queda, desta vez de -3,04% em dezembro comparado com o mês anterior.

A forte queda nos preços do tomate e da batata, bem como a estabilização em produtos como carne bovina, óleo de soja e leite integral contribuíram para essa queda, mesmo com a elevação nos preços da banana e do café em pó. Em 12 meses, entre dezembro de 2020 e dezembro de 2021, a cesta básica em Varginha apresentou alta de 6,52%. No acumulado deste ano de 2021 a elevação foi de 3,77%.

A pesquisa ocorre através da coleta dos preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, usando para isso a mesma metodologia adotada nacionalmente pelo DIEESE. Nesta sondagem foi possível verificar que no mês de dezembro o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha é de R$526,92, correspondendo a 51,79% do salário mínimo líquido. Salienta-se que é o quinto mês consecutivo que o valor da cesta básica fica acima de metade do salário mínimo líquido. Um trabalhador que recebe o salário mínimo mensal precisa trabalhar 105 horas e 23 minutos no mês para adquirir essa cesta de produtos.

Comparando os preços de dezembro com o mês de novembro, nota-se que, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Varginha, sete tiveram alta nos preços médios: banana, café em pó, farinha de trigo, açúcar refinado, carne bovina, manteiga e óleo de soja. Seis produtos tiveram quedas em seus preços médios: tomate, batata, arroz, feijão carioquinha, leite integral e pão francês.

Conforme já salientado, a diminuição nos preços do tomate e da batata, em função da intensificação de colheita e aumento na oferta, foi decisiva para a queda no índice da cesta básica. No entanto, é importante destacar que mesmo com o valor desta cesta tendo diminuído por dois meses consecutivos ainda não compensou a alta ocorrida no mês de outubro, provocando ainda considerável impacto no orçamento doméstico. A queda nos preços do arroz e do feijão, bem como a estabilidade nos valores da carne bovina, leite integral e óleo de soja trouxeram certo alívio ao consumidor. Porém cabe destacar as elevações recentes no preço do café em pó. O aquecimento na demanda que era esperado para este último trimestre de 2021 não ocorreu tão fortemente como nos anos anteriores, o que ajuda a explicar essa queda no índice. No entanto, continuamos salientando que os consumidores precisam estar atentos aos preços e às possibilidades de substituição de produtos e marcas a fim de diminuir o impacto no orçamento doméstico.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

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