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EM JUNHO ÍNDICE DA CESTA BÁSICA DE TRÊS PONTAS APRESENTOU QUEDA


Pelo segundo mês consecutivo, o Índice da Cesta Básica de Três Pontas (ICB – FATEPS/UNIS) apresentou queda. Em junho a diminuição no índice foi de -1,93% comparado com o mês de maio.

A diminuição nos preços médios dos hortifrutigranjeiros (batata e tomate) e a estabilidade nos preços da carne, arroz, óleo de soja, café em pó, farinha de trigo e pão francês compensaram as fortes altas ocorridas no leite integral, banana e manteiga. Cabe salientar, porém, que ao considerarmos o período de 12 meses, de junho de 2021 a junho de 2022, a cesta básica em Três Pontas teve alta acumulada de 20,77%.

A sondagem ocorre através da coleta dos preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, tendo por base a metodologia adotada pelo DIEESE nas principais capitais brasileiras.

Na atual pesquisa, realizada na última semana de junho, ficou demonstrado que o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Três Pontas foi de R$615,80. Isso corresponde a 54,93% do salário mínimo líquido. Sendo assim, um trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 111 horas e 47 minutos por mês para adquirir essa cesta em Três Pontas.

Entre os meses de maio e junho de 2022, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Três Pontas, 6 tiveram alta dos preços médios: Leite integral (33,65%), Banana (15,78%), Manteiga (13,02%), Açúcar refinado (5,90%), Arroz (0,74%) e Carne bovina (0,46%). Três produtos mantiveram seus preços médios inalterados: Farinha de Trigo, Pão Francês e Café em Pó. E quatro produtos tiveram queda em seus preços médios: Batata (-33,58%), Tomate (-32,12%), Feijão carioquinha (-3,28%) e Óleo de soja (-0,64%).

É importante destacar que essa segunda diminuição no valor da cesta básica em Três Pontas neste ano de 2022 ainda não aliviou o orçamento das famílias, visto que ainda não compensou as altas ocorridas entre os meses de janeiro a abril. Como previsto no relatório anterior, a intensificação da safra dos hortifrutigranjeiros provocou forte queda em seus preços e a demanda mais enfraquecida contribuiu para a estabilidade no valor de muitos produtos. No entanto, deve-se chamar a atenção para a grande elevação que ocorreu no preço médio do leite e dos seus derivados, o que ficou notório nesta atual pesquisa. Este produto ainda deve-se manter com preços elevados no curto prazo, ao menos até a chegada do período das chuvas. As famílias devem ficar atentas às possibilidades de substituição de produtos e marcas para tentar se proteger e minimizar o impacto dos altos preços.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

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