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ÍNDICE DA CESTA BÁSICA TEM QUEDA 0,70% NO MÊS DE SETEMBRO EM SÃO LOURENÇO


Depois da estabilidade verificada no último levantamento, o Índice da Cesta Básica de São Lourenço (ICB – FUSAL/UNIS) apresentou queda de -0,70% no início de setembro comparado com agosto.

O preço da maioria dos produtos ficou estável, com destaque de queda para a banana, leite integral e batata. Já a maior alta ocorreu com o açúcar refinado. No período de 12 meses, entre setembro de 2021 e setembro de 2022, o valor da cesta básica na cidade acumula alta de 7,53%. Considerando somente este ano de 2022, a elevação chega a 7,70%. Essa pesquisa tem como objetivo coletar os preços de 13 produtos componentes da cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, usando como base a metodologia adotada pelo DIEESE nas principais capitais do país.

Neste início do mês de setembro, o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de São Lourenço é de R$637,57, correspondendo a 56,87% do salário mínimo líquido. O trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 115 horas e 44 minutos no mês para adquirir essa cesta de produtos.

Entre o agosto e setembro, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em São Lourenço, 5 tiveram alta dos preços médios: Açúcar refinado (3,56%), Tomate (1,62%), Carne bovina (1,36%), Café em pó (0,52%) e Óleo de soja (0,19%). Mais uma vez o pão francês manteve inalterado seus preços médios. Sete produtos apresentaram queda em seus valores, são eles: Banana (-10,49%), Leite integral (-3,91%), Batata (-3,48%), Manteiga (-2,52%), Feijão carioquinha (-1,78%), Arroz (-0,84%) e Farinha de trigo (-0,68%).

Até o momento, em todas as localidades pesquisadas pelo Unis, fica perceptível que a projeção do Banco Central de que o pico da inflação seria em abril e maio parece estar se confirmando. A boa safra dos hortifrutigranjeiros, o inverno menos rigoroso em comparação com 2021, a menor demanda externa e interna são os fatores que explicam esse comportamento recente de queda nos preços.

No entanto, convém destacar que a safra de inverno está chegando ao fim e pode provocar altas nos valores dos hortifrutigranjeiros no curto prazo, além disso, uma recuperação da demanda externa também pode trazer pressões de preços a depender da capacidade da oferta em abastecer os mercados internacionais. Os consumidores devem permanecer atentos às possibilidades de se protegerem dos preços que ainda se encontram elevados.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

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