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INFLAÇÃO GERAL EM VARGINHA FOI DE 1,90% NO MÊS DE NOVEMBRO


Pelo segundo mês consecutivo, o Índice Municipal de Preços ao Consumidor (IMPC-Unis) da cidade de Varginha, calculado pelo Departamento de Pesquisa do Unis e pelp GEESUL, teve elevação. Comparando o resultado de novembro com outubro a alta foi de 1,90%.

Em 12 meses a inflação acumulada é de 11,95%. Considerando somente o ano de 2022 (janeiro a novembro) a elevação chega a 11,05%.

O IMPC-Unis é um indicador de inflação geral, sendo composto por 5 grandes grupos de gastos: Alimentação, Habitação, Transporte, Educação e Comunicação. Esses grupos são divididos em 11 subgrupos e 44 itens que totalizam 503 preços coletados.

No mês de novembro o grupo que apresentou maior elevação foi comunicação (6,95%) em função das altas ocorridas nos valores médios de planos básicos de internet (8,64%) e de telefonia móvel (3,68%).

O segundo grupo com maior alta foi alimentação (2,26%). Os produtos cujos preços médios mais subiram foram tomate (29,77%), cebola (23,04%) e feijão carioquinha (11,93%) ocasionado em razão das fortes chuvas nas principais regiões produtoras que provocaram atrasos nas safras, principalmente dos hortifrutigranjeiros. As maiores quedas ocorreram no leite integral (-13,33%), banana (-3,87%) e ovos (-2,04%).

O grupo habitação teve elevação de 2,14%. Neste grupo, os produtos de limpeza residencial tiveram alta de 2,73%, seguido por gás de cozinha (2,34%) e itens de higiene pessoal (0,61%).

Por fim, o grupo transporte apresentou alta de 0,92% com destaque para a elevação nos preços da gasolina (3,69%) e etanol (0,52%). Um dos motivos para essa majoração é o fato de estarmos na entressafra da cana de açúcar, visto que na sua composição a gasolina possui álcool anidro. O diesel voltou a apresentar queda nos valores médios de -0,29%.

O grupo educação mostrou estabilidade nesta pesquisa.

No mês de novembro a inflação em Varginha foi bem acima da média nacional medida pelo IPCA do IBGE, que atingiu 0,41%. Os ajustes de valores ocorridos no grupo comunicação, o novo aumento nos preços da gasolina e a queda na oferta de produtos alimentícios como hortifrutigranjeiros e feijão carioquinha foram os principais responsáveis pelo resultado atual.

Reiteramos que a dinâmica dos preços no curto prazo continuará sendo determinada por fatores como produção interna, safras dos produtos alimentícios (principalmente dos hortifrutigranjeiros que devem se intensificar no próximo mês), a demanda externa e a situação das cadeias internacionais de suprimento.

Continua evidente a necessidade de políticas econômicas que incentivem a produção e a disponibilidade interna, ao mesmo tempo que melhore a articulação produtiva internacional. Para o ano de 2023 o Banco Central espera que a inflação continue apresentando altas, porém em menor nível comparado com este ano de 2022.

Confira a pesquisa completa clicando aqui.

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