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MINISTÉRIO PÚBLICO AJUÍZA AÇÃO DE IMPROBIDADE CONTRA PREFEITO DE CAXAMBU

 Investigações demonstraram que o veículo usado pelo prefeito foi adquirido por aproximadamente R$ 82 mil, enquanto o valor pago a título de indenização pela seguradora, em razão do acidente, foi de cerca de R$ 65 mil 

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Caxambu, no Sul de Minas, ajuizou Ação Civil Pública (ACP) por improbidade administrativa contra o prefeito do município, Ojandir Ubirajara Belini, mais conhecido por Jurandir.

Segundo conclusões do Inquérito Civil instaurado pelo órgão, o chefe do Executivo municipal utilizava veículo da frota da Prefeitura, para fins exclusivamente pessoais, no dia 3 de outubro do ano passado, quando se envolveu em um acidente automobilístico na cidade de Conceição do Rio Verde, localizada a 30 km de Caxambu. 

O réu encontrava-se sozinho no momento do acidente, apesar de haver o cargo de motorista nos quadros de servidores da Prefeitura. O carro em que Belini estava capotou e ele foi socorrido por pessoas que passavam pelo local. O prefeito fraturou duas costelas e tomou 15 pontos na cabeça por causa do acidente.

Nenhuma autoridade policial rodoviária tomou conhecimento da ocorrência, pois não foi lavrado boletim.

Em 2010, o prefeito Jurandir Belini enviou um projeto de lei à Câmara Municipal de Caxambu pedindo que ele fosse autorizado a dirigir o veículo. Um artigo proibia a utilização do carro oficial para fins particulares, fora do horário de expediente. Os vereadores rejeitaram a proposta. 

Caxambu não ter uma lei que regulamente o uso de carros oficiais no município, mas de acordo com o chefe de gabinete da câmara disse que o prefeito deveria estar acompanhado de um motorista, como determina uma lei federal. Já o procurador do município alegou que o prefeito estava sozinho por contenção de gastos.

Prejuízo
As investigações demonstraram que o veículo usado pelo prefeito foi adquirido por aproximadamente R$ 82 mil, enquanto o valor pago a título de indenização pela seguradora, em razão do acidente, foi de cerca de R$ 65 mil - contabilizando um prejuízo de quase R$ 17 mil para o município de Caxambu. 

Ainda conforme a ação, a falta de zelo no trato da coisa pública municipal pelo gestor é comprovada também pelas dezenas de infrações de trânsito envolvendo o referido veículo e pelas evidências de que o prefeito “recebeu, ilicitamente, valores a título de diárias, visto que, no período em que supostamente estaria em missão oficial, na cidade de Belo Horizonte, encontrava-se, a rigor, no município de Caxambu e em suas redondezas”. 

Conforme a promotora de Justiça responsável pela ação, Tânia Nagib Guedes, a utilização irregular de veículo oficial pelo chefe do Executivo, “além de malferir o dever de moralidade na gestão da coisa pública, divorcia-se, em absoluto, do interesse coletivo que deve pautar a atuação administrativa”.

A prática de atos de improbidade administrativa pelo réu foi apontada também no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Câmara Municipal de Caxambu. 

Se a ação for julgada procedente, o gestor pode ser condenado a ressarcir os cofres públicos, pagar multa, perder a função pública e ter os direitos políticos suspensos por oito a 10 anos, entre outras penalidades.

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