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DMAE OPTA PELO MENOR INDICADOR DO MERCADO PARA REAJUSTE DA CONTA DE ÁGUA

A tarifa do DMAE segue sendo uma das mais baratas do país

Há 2 anos a tarifa de água de Poços Caldas não era reajustada. O último reajuste foi feito em julho de 2019. No ano passado o Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) optou em não penalizar os contribuintes, que já sofriam com a pandemia, e adiou o reajuste anual.

O departamento tem feito de tudo para manter a prestação dos serviços com qualidade, mas com o aumento dos custos e a necessidade de ampliar e melhorar as redes de água e esgoto da cidade, a conta de água será reajustada a partir desta terça-feira (24 de agosto). O reajuste não compreenderá a atualização desses 2 anos, e sim o período de julho de 2019 a dezembro de 2020, e optou-se pelo menor índice do mercado.

Desde 2013 o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) foi o índice usado para o reajuste da conta de água, mas desta vez ele se tornou impraticável, já que o reajuste chegaria a 26,58%. O DMAE ainda avaliou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que ficaria em 7,53%, e acabou optando pela menor porcentagem, ao balizar o reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficando em 6,64%.

Mesmo com o reajuste, vale ressaltar que a tarifa do DMAE segue sendo uma das mais baratas do Brasil. Veja a comparação com a Copasa, de Minas Gerais, e a Sabesp, do estado de São Paulo.

Em Poços, com o reajuste, o consumo de 20m³ de água, que custava R$98,42, passará a custar R$104,95. O mesmo consumo na Copasa sai praticamente o dobro, R$204,24. E na Sabesp o consumidor paga pelos 20m³ R$181,60. 

“O DMAE vem segurando como pode. Deixamos de fazer o reajuste anual e nem faremos o reajuste total desses dois anos, mas a Autarquia precisa se manter e não podemos mais abrir mão desta atualização na conta de água. Fizemos de tudo para que a população tenha o menor impacto possível escolhendo o menor índice de reajuste. E seguimos como uma das tarifas de água e esgoto mais baratas do país”, reforçou o diretor do DMAE, Paulo César Silva.

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