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ÍNDICE DA CESTA BÁSICA EM VARGINHA SOB PELO TERCEIRO MÊS CONSECUTIVO


O Índice da Cesta Básica em Varginha (ICB-UNIS), calculado pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis, apresentou alta de 1,56% entre os meses de setembro e outubro, sendo o terceiro mês consecutivo de elevação. Mais uma vez o óleo de soja e o arroz figuraram entre os produtos com maior elevação de preços, porém em um nível menor que no mês anterior.

A pesquisa coleta os preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade seguindo a metodologia nacional do DIEESE. Em 12 meses, de outubro de 2019 a outubro de 2020, o valor da cesta básica em Varginha teve um aumento de 23,15%. No acumulado deste ano de 2020 há uma elevação de 5,58%.

A pesquisa verificou que neste mês de outubro o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha é de R$430,99, o que corresponde a 44,83% do salário mínimo líquido. Dessa forma, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 90 horas e 44 minutos no mês para adquirir essa cesta.

Entre os meses de setembro e outubro de 2020, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Varginha, oito tiveram alta nos preços médios, são eles: banana, óleo de soja, arroz, feijão carioquinha, café em pó, manteiga, carne bovina e leite integral. Cinco produtos tiveram queda em seus preços médios, são eles: batata, farinha de trigo, pão francês, tomate e açúcar refinado.

“É perceptível que continuamos com variações bem atípicas nos preços de alguns produtos devido a movimentos fortes de oferta e demanda, especialmente externa em virtude da taxa de câmbio desvalorizada que incentiva as exportações. Como indicado no relatório do Índice da Cesta Básica em setembro, para alguns produtos era esperada uma queda neste mês de outubro, caso da batata e do tomate. No entanto, o arroz e o óleo de soja ainda continuaram com elevações nos preços médios. É provável que estes produtos ainda passem primeiramente por uma estabilização dos preços, para depois apresentarem quedas mais consideráveis”, concluiu o responsável pela pesquisa, professor Pedro dos Santos Portugal Júnior.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

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