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A CORRIDA PRESIDENCIAL NO BRASIL

Se você que ter uma aula de como não dar uma notícia, vá ao site da Band ver o texto que descreve os resultados – finalmente! – da pesquisa Vox Populi sobre as intenções de voto para presidente. Dilma subiu de 18%, na pesquisa de dezembro, para 27% em janeiro. Serra, que tinha 39%, baixou para 34%. A diferença, portanto – sempre segundo a pesquisa, claro – que era de 21pontos, baixou para 7%. Ou seja, diminuiu dois terços. Basta olhar a imagem aí e você vê que a diferença tornou-se ínfima, ainda mais se considerar-se a margem de erro, não divulgada, em torno de três por cento.


Mas lá no site da Band… “Pesquisa aponta diminuição da diferença entre Serra e Dilma em um possível 2º turno” , diz o título, para a seguir dizer que , num segundo turno a diferença entre ambos cai 3%… Só adiante diz que a pesquisa simulou cenários para o primeiro turno e aí dá os números. Ou seja, uma queda na distância entre Serra e Dilma de 14 pontos (ela sobe nove, Serra cai cinco) vira uma redução de 3 pontos num hipotético segundo turno. Louvável “esforço de reportagem” que não conseguirá, porém, mudar a realidade. O candidato “eleito” em primeiro turno pelas pesquisas, até agora, vai se desmanchando à medida em que as pesquisas tem de se aproximar da realidade. Realidade que, com toda a manipulação das pesquisas, está aparecendo nas ruas. Resta saber se Serra, que correu de uma eleição mais fácil em 2006 – tanto que Alckmin chegou ao segundo turno contra o próprio Lula - vai mesmo encarar este quadro em que, como dizia Brizola, ele cresce como cola (cauda) de cavalo…para baixo.
Leonel Brizola Neto

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