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LÍDER INDÍGENA ASSUME PASTA DE DIREITOS DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS

O cacique Pataxó Mezaque Silva de Jesus é o novo diretor de promoção dos direitos das comunidades tradicionais, pasta ligada à Sedpac


Sensível à necessidade de articular com as populações indígenas e aumentar a qualidade de vida dos índios, o Governo de Minas Gerais nomeou, em atitude pioneira, o cacique dos Pataxós da reserva Guarani, Mezaque Silva de Jesus, como diretor de promoção dos direitos das comunidades tradicionais, da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac).

Estima-se que em Minas Gerais vivam 31,6 mil índios, divididos em 12 etnias, segundo dados de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Há oito anos, cacique Mezaque trabalha em defesa das comunidades tradicionais. Nesse período de militância, identificou que as tribos são carentes de todo o tipo de direito.

“Sem saúde, a vida do índio é ameaçada, sua integridade. Sem educação, é o futuro da comunidade que fica em risco. Os membros das comunidades tradicionais têm direito como qualquer brasileiro”, afirma cacique Mezaque.

O cacique pretende criar condições básicas para que o indígena possa se desenvolver com mais independência, por meio de medidas afirmativas. Nos próximos 60 dias, por exemplo, será feito um mutirão de registro com índios Maxacalis. A expectativa é fornecer 1,2 mil Cadastros de Pessoa Física (CPF) e 600 Carteiras de Identidade. “Estamos falando de direitos básicos, como esses registros, atitudes que foram negligenciadas há muito tempo e nós vãos reverter”, comenta Mezaque.

O novo diretor pretende que sua administração na pasta de promoção dos direitos das comunidades tradicionais sirva para que planos estaduais de saúde, educação e saneamento básico cheguem até os índios. Além disso, quer ouvir o que as lideranças indígenas esperam do Governo, para formar uma agenda democrática de atuação.

“Quero atuar conforme for demandado pelas comunidades, são elas que vão apontar os caminhos das políticas públicas. Além das necessidades já assinaladas, também vamos buscar programas de geração de renda, cultura e esporte”, finaliza o cacique.

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