Pular para o conteúdo principal

FECOMÉRCIO MG DEFENDE A REABERTURA DAS ATIVIDADES EMPRESARIAIS EM MINAS GERAIS

Entidade participa de reuniões com representantes do governo de Minas e defende e apoia a flexibilização do funcionamento da atividade econômica no Estado

A Fecomércio MG e os seus sindicatos empresariais vêm acompanhando com atenção e preocupação os desdobramentos e os impactos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) em Minas Gerais. As entidades têm mantido um diálogo permanente com o governo de Minas, a fim de propor soluções que minimizem os efeitos da paralisação das atividades econômicas em todo o Estado. Todas as iniciativas adotadas e defendidas pela Fecomércio MG estão alinhadas com a retomada segura das atividades empresariais em Minas Gerais.

O Governo de Minas Gerais por meio do Programa Minas Consciente tem como objetivo assegurar a retomada de algumas atividades econômicas em nosso Estado, em especial, as relacionadas ao comércio e ao mesmo tempo demostra a responsabilidade do setor empresarial em adotar todas as medidas necessárias para trabalharmos de forma consciente trazendo segurança para os nossos colaboradores e clientes.

Nessa linha, apoiada pela Federação, está um plano de ações proposto pelo programa “Minas Consciente”, que por meio de um site próprio, reunirá todas as instruções ao Empreendedor, Prefeitos e População. Os protocolos do Governo de Minas Gerais dividem as atividades em grupos de menor e maior potencial de risco e trará segurança para nossa retomada econômica gradual. 

A Fecomércio MG confia que essa medida permitirá que determinados setores empresariais retornem o exercício de suas atividades. Nesse primeiro momento os protocolos não contemplaram todas as atividades, mas há uma grande expectativa que com o êxito que será obtido nessa fase inicial permitirá a retomada ampla do Estado.

O Poder Executivo Estadual irá disponibilizar na próxima segunda-feira, 27, e na quarta-feira, 29, as chamadas “Ondas brancas” que são os protocolos para o retorno gradual das atividades econômicas. Desta forma, será possível reativar toda a economia em duas ou três semanas, nos municípios que assim optarem por seguir tais diretrizes.

Dados preliminares de um levantamento da Federação apontam que mais da metade dos empresários no Estado (54,7%) defende a retomada das atividades produtivas com escala mínima de funcionamento. A medida, por um lado, evitaria aglomerações e garantiria toda a segurança necessária para os funcionários e clientes; por outro, reaqueceria a economia.

De acordo com 40% dos empresários entrevistados, a queda no faturamento na empresa já atinge de 80% e 100% da receita. “Sabemos que as medidas de profilaxia contra o novo coronavírus não podem e não devem ser deixadas de lado, mas precisamos nos atentar também a situação econômica negativa que afeta milhares de empresas, sobretudo do comércio de bens, serviços e turismo, em Minas”, frisa a presidente interina da Fecomércio MG, Maria Luiza Maia Oliveira.

Maria Luiza destaca que, sem a previsão de retomada, muitos negócios acumulam imensuráveis prejuízos financeiros dia após dia, o que poderá comprometer sua sobrevivência futura. “A reabertura das atividades empresariais através do Programa Minas Consciente deve ocorrer de forma cooperada e gradual partindo de atividades econômicas com menor risco (aglomeração) para atingirmos as de maior potencial de aglomeração, garantindo a manutenção das empresas, dos empregos e da renda, sem negligenciar a segurança dos colaboradores, clientes e de toda a sociedade”, afirma.

Protocolos para retorno de atividades econômicas
Para debater a reabertura das atividades econômicas, a Fecomércio MG foi uma das convidadas como representante do setor empresarial e produtivo a integrar o Comitê liderado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. O Comitê vem discutindo com o Governo formas para retornar a atividade econômica no Estado. 

Junto com o governo de Minas, a entidade vem traçando estratégias para a retomada consciente e gradual das atividades empresariais. Esse processo ocorrerá em quatro etapas, a começar com os segmentos de menor aglomeração. O projeto “Minas Consciente – Retomando a economia do jeito certo” estabelece protocolos para o funcionamento das empresas, segundo orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde.

No entanto, a prerrogativa retomar as atividades empresariais ficará a encargo do prefeito, por meio de decreto municipal, porém a partir das diretrizes do Programa Minas Consciente o Poder Executivo Municipal terá toda segurança para atuar em prol da retomada econômica. O projeto conta com o apoio da Fecomércio MG e de seus sindicatos empresariais. As entidades estão colaborando na elaboração do plano, bem como na divulgação da proposta junto às prefeituras.

A Fecomércio MG e os sindicatos empresariais têm atuado, ainda, em duas frentes. Para abrandar os impactos financeiros já absorvidos pela iniciativa privada, as entidades têm buscado por soluções econômicas, tributárias e trabalhistas, além de linhas de crédito para as empresas do setor terciário. Já no sentido de orientar o seu público, assegurando o cumprimento das normas vigentes, estão sendo produzidos uma série de materiais exclusivos, com informações que visam solucionar as dúvidas dos empresários, principalmente, em relação às legislações recentes, como a MP 927/2020 e a MP 936/2020.

“Neste momento adverso, de emergência mundial em saúde pública, temos uma causa em comum: ajudar no combate ao novo coronavírus e seus efeitos sociais e econômicos. Assim o faremos, em conjunto com os sindicatos empresariais, o governo, nossos representados e a sociedade”, ressalta Maria Luiza.

Flexibilização em Belo Horizonte
Não é só o governo de Minas que estuda a flexibilização da reabertura de parte do comércio. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), pioneira na adoção das medidas de isolamento social à sua população, também avalia essa hipótese. Isso porque, na cidade, o índice de expansão do Covid-19 em Belo Horizonte é três vezes menor que o de capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.

Além disso, desde a quarta-feira, 22, quem circula pelo município precisa usar máscaras em locais públicos, no transporte coletivo e no comércio, indústria e serviços. Nesses espaços, também é necessário afixar cartazes informando sobre o uso correto da máscara e o número de pessoas permitidas no estabelecimento.

A retomada, em especial do setor de comércio e serviços da capital, representa o funcionamento de 88,37% dos estabelecimentos da cidade, além de boa parte da arrecadação municipal. O setor terciário também emprega 61,2% da mão de obra formal do município, sendo 170 mil postos de trabalho apenas no comércio (14,4%). No quesito riquezas, só o setor de serviços correspondente a cerca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) de Belo Horizonte.

Por isso, a Fecomércio MG não só espera a retomada das atividades econômicas na capital, como segue atenta aos desdobramentos das ações adotadas pelo Comitê de Enfretamento à Pandemia, criado pela Prefeitura de Belo Horizonte. A medida beneficiaria, sobretudo, os micros e pequenos negócios, que representam a quase totalidade das empresas do setor terciário na capital (98,8%), além de garantirem cerca de 337 mil empregos com carteira assinada na cidade (45,78%). Os dados são da Fundação João Pinheiro, da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

VARGINHA COMEMORA AVANÇO NA CONCESSÃO DO CORREDOR FERROVIÁRIO MINAS-RIO

Varginha celebra um importante avanço para o futuro da infraestrutura ferroviária da região. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, na última quinta-feira (27/8), a versão definitiva do edital de concessão do Corredor Ferroviário Minas-Rio, que possui cerca de 733 quilômetros de extensão atualmente operados pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A concessão prevê a divisão do corredor em dois lotes. Um deles compreende o trecho entre Iguatama (MG) e Barra Mansa (RJ), incluindo o ramal ferroviário entre Varginha e Lavras, o que representa uma perspectiva importante para o município e para toda a região do Sul de Minas. O segundo lote contempla o trecho entre Barra Mansa e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Pelo modelo de concessão, o futuro operador será responsável pela manutenção, recuperação e modernização da infraestrutura ferroviária. Também deverá apresentar, no prazo de até dois anos, um plano de recapacitação da ferrovia Para Varginha, a medida é vista com e...

POÇOS DE CALDAS AVANÇA NA ORGANIZAÇÃO DO ECOSSISTEMA LOCAL DE INOVAÇÃO

Desenvolvido com apoio do Sebrae Minas, plano de ação reúne empresas, instituições e poder público para definir iniciativas e fortalecer oportunidades de inovação O Sebrae Minas apoiou, na última sexta-feira (28), o lançamento do Plano de Ação do Ecossistema Local de Inovação (ELI) de Poços de Caldas, no Sul do estado. Apresentado no Centro Administrativo, o documento define prioridades para fortalecer a inovação no município e ampliar a conexão entre empresas, instituições de ensino e pesquisa, ambientes de inovação e poder público. Cerca de 40 representantes participaram do encontro. A proposta é aproveitar melhor as competências e estruturas já existentes na cidade, estimulando parcerias e novas oportunidades de negócios. O plano também orienta os próximos passos do ecossistema, com ações voltadas à integração dos diferentes atores e ao desenvolvimento de soluções para o território. Diagnóstico e oportunidades A primeira etapa do trabalho foi conhecer melhor o ambiente de inovação d...

JUSTIÇA ELEITORAL ACOLHE PEDIDO DO MPF E INDEFERE REGISTRO DE CANDIDATURA DE EDUARDO CUNHA EM MINAS GERAIS

Decisão acatou tese sobre inelegibilidade decorrente de cassação de mandato parlamentar O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) indeferiu, na tarde desta quinta-feira (3), o registro de candidatura de Eduardo Cunha (Republicanos) ao cargo de deputado federal por Minas Gerais. A decisão atendeu a pedido de impugnação do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral), sustentado na tese de que o ex-presidente da Câmara dos Deputados permanece inelegível devido à cassação de seu mandato parlamentar. A Corte acolheu o entendimento do MP Eleitoral quanto à contagem do prazo de inelegibilidade referente à perda do mandato em setembro de 2016, decorrente de quebra de decoro parlamentar na Câmara dos Deputados. A defesa sustentava que o prazo de oito anos havia expirado em setembro de 2024. No entanto, prevaleceu a tese ministerial de que a contagem do prazo de inelegibilidade tem início somente após o término da legislatura original — ocorrido em janeiro de 2019 —, mantendo a res...