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VALOR DA CESTA BÁSICA DIMINUI 1,77% EM VARGINHA NO INÍCIO DE MARÇO


Pelo segundo mês consecutivo neste ano de 2023, o Índice da Cesta Básica de Varginha (ICBUNIS), calculado pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis e pelo GEESUL, apresentou diminuição, desta vez de -1,77% comparando o início de março com o mesmo período de fevereiro.

A maior parte dos produtos apresentou estabilidade nos preços médios, com destaque para a queda da batata e do tomate. Em um ano (entre março de 2022 a março de 2023) o valor da cesta básica em Varginha elevou 6,39%. Essa pesquisa tem como base a metodologia adaptada do DIEESE e consiste na coleta de preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade.

No início de março, o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha é de R$632,07. Este valor corresponde a 52,48% do salário mínimo líquido (salário mínimo total menos o desconto do INSS). O trabalhador da cidade de Varginha, que recebe um salário mínimo mensal, necessita trabalhar 106 horas e 48 minutos por mês para adquirir essa cesta de bens alimentícios básicos neste valor.

Comparando os valores de março com fevereiro deste ano, foi possível verificar que, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Varginha, apenas três apresentaram alta nos preços médios: Carne bovina (1,79%), Manteiga (0,59%) e Banana (0,29%). Dez produtos tiveram queda nos preços: Batata (-18,18%), Tomate (-9,14%), Óleo de soja (-3,20%), Açúcar refinado (-2,42%), Leite integral (-1,91%), Café em pó (-1,42%), Arroz (-0,54%), Pão francês (-0,45%), Feijão carioquinha (-0,42%) e Farinha de trigo (-0,21%).

As nossas previsões realizadas no relatório de janeiro se concretizaram até o momento, com a intensificação da safra dos hortifrutigranjeiros e a estabilidade dos preços da maioria dos produtos provocando diminuição no valor da cesta básica. Essa queda pode trazer um certo alívio ao consumidor, porém duas questões merecem destaque.

Primeiramente, o fato de que o custo desta cesta ainda é bastante alto, visto representar mais da metade do salário mínimo líquido, mesmo após o reajuste ocorrido neste ano. Segundo, em breve alguns dos produtos entrarão na entressafra e isso poderá provocar novos aumentos nos preços com impacto direto no orçamento das famílias.

Reforçamos mais uma vez a necessidade de políticas de incentivo à produção e disponibilidade no mercado interno para contribuir com a oferta dos gêneros alimentícios de primeira necessidade em valores mais acessíveis para a população.

Confira a pesquisa completa clicando aqui.

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